Será que já virou clichê falar na crise econômica? Pode ser. Entretanto, podemos tentar outras direções e abordar outros aspectos e caminhos do que fazer nessas dificuldades. O primeiro passo de qualquer gestor é cortar custos e, usualmente, boa parte dos patrões olham com carinho duvidoso para alguns funcionários nesses momentos. E nem adianta se esconder. O RH sabe quanto você ganha e que pode trazer gente mais barata para a mesma função.
Será?
O custo de uma demissão no Brasil é o quarto maior do planeta (atrás apenas de Serra Leoa, Laos e Guatemala). Essas dificuldades se tornam proporcionais à abertura de novas vagas. O gestor hesita antes de contratar pois sabe dos custos que terá por reduzir seu quadro. Pesquisas do Dieese confirmam que empresários paulistas preferem investir em horas extras antes de selecionarem mais funcionários. A atividade econômica poderia estar melhor.
Todas as vezes em que gestores pensam em demissão, usam a matemática como único critério. “Eu pago 2X para fulano fazer isso, demito fulano e contrato cicrano por X e terei uma economia de 50% para a mesma função!” Certo, mas será que o tempo que o “cicrano” vai demorar para cumprir a função com a mesma eficiência não vai custar mais do que essa aparente economia? Se o seu profissional trabalha com relacionamento, você pode perder uma valiosa rede de contatos que ele levará consigo. Sem contar a possibilidade de preocupar o resto de sua equipe. Afinal, quem demite um pode demitir dois. E se algum funcionário sair por receber outra proposta que parece mais estável do que a sua?
Não apenas grandes corporações, mas também pequenas empresas podem fugir do risco e buscar as explicações necessárias para enfrentar esses dilemas. Lembre-se que quanto menor a sua empresa, mais rápido virá a demanda por um novo profissional. Empresários devem colocar no papel os custos com a rescisão contratual de um empregado já que os encargos são altos, especialmente em um momento como esse. Existem soluções mais úteis para a empresa – e para a economia – e que não custam tanto.
Em vez da demissão, é possÃvel optar por férias em rodÃzio, ser mais exigente com contas e pagamentos e até mesmo renegociar prazos e contratos. Evite vendas a prazo para não ser prejudicado pela inadimplência, pois o crédito está mais caro. Vale lembrar que você não deve usar o crédito pessoal para pagar dÃvidas da empresa de forma alguma. Se for indispensável, busque linhas de crédito voltadas para pequenas empresas. Bancos públicos são uma boa opção, mas a melhor de todas é pesquisar, analisar e trabalhar. Perder uma parte de sua equipe só vai deixar você mais sozinho e com menos caminhos a seguir para sair da crise.
Você não quer isso, quer?
8 Comentários para o artigo "Empresa em crise? Não demita!"
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8 abril, 2009 às 5:34 pm
Pois é, ninguém aguenta mais ouvir falar em crise. Funcionários de empresa privada, principalmente. É bom saber que existem alternativas para a não demissão de pessoal. Só esperamos que estas sejam aplicadas, não é mesmo?
10 abril, 2009 às 12:33 pm
16 de março de 2009, séc XXI, será? Pergunto-lhe, Miguel, porque você e eu sabemos que o clichê é mero desfoque de atenção, que para atenuar a notÃcia de que um covarde lançou seu bebê do apê em Sampa e coibir ação dos seres humanos que quereriam uma resposta satisfatória para os problemas que envolvem o pobre cidadão cristão-ocidental é só fazer todo mundo nem querer mais ver ‘isso’. Foi assim com o 11 de setembro, foi assim com a Guerra do Iraque, foi assim que a burguesia, a quem você estava dirigindo seu discurso, aprendeu a lidar com a massa de manobra que a sustenta e mantém.
Cá para nós, manutenção do capital pelas mãos da minoria cabe ainda em algum discurso que não seja refutado na primeira investida?
Cá para nós, não dá um medo terrivelmente incontrolável?
Boa sorte, eu não acredito nela. Mas vocês irão precisar.
Claiton Santos
16 abril, 2009 às 9:35 am
Sr. Miguel, acho que ninguém quer mais falar em crise, embora seus reflexos estejam aà e postos de trabalho perdidos (como o meu) estão demorando para serem recuperados. Eu me arrisco a dizer que a crise é real, só que metade dela é reflexo do pessimismo generalizado, da lamúria corporativa, é doença psico-somática. E claro que tem empresa se aproveitando para “reduzir a folha”.
Seu artigo é válido ao lembrar que capital humano se perde junto com o conhecimento de quem sai.
Em meu blog comentei sobre a crise (ou a anti-crise) nos setores de comércio eletrônico (que registrou substancial aumento em vendas) e de construção civil (cuja redução temporária de IPI colocou “sorriso de Coringa” no rosto de muita gente). Convido-o a visitar e comentar.
Vendas pela Internet subiram 30% em 2008
http://www.sitecharles.com/noticias/vendas-internet-2008-crescem
Construção Civil revela otimismo
http://www.sitecharles.com/artigos/construcao-revela-otimismo
Cordialmente.
Charles A. Müller
SiteCharles.com
5 maio, 2009 às 7:55 pm
Empresa em crise? Não demita!…
Será que já virou clichê falar na crise econômica? Pode ser. Entretanto, podemos tentar outras direções e abordar outros aspectos e caminhos do que fazer nessas dificuldades. O primeiro passo de qualquer gestor é cortar custos e, usualmente, boa…
5 maio, 2009 às 8:24 pm
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O primeiro passo de qualquer gestor é cortar custos e, usualmente, boa parte dos patrões olham com carinho duvidoso para alguns funcionários nesses momentos. E nem adianta se esconder. O RH sabe quanto você ganha e que pode trazer gente mais barata…
5 maio, 2009 às 8:35 pm
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O primeiro passo de qualquer gestor é cortar custos e, usualmente, boa parte dos patrões olham com carinho duvidoso para alguns funcionários nesses momentos. E nem adianta se esconder. O RH sabe quanto você ganha e que pode trazer gente mais barata…
5 maio, 2009 às 9:01 pm
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O primeiro passo de qualquer gestor é cortar custos e, usualmente, boa parte dos patrões olham com carinho duvidoso para alguns funcionários nesses momentos. E nem adianta se esconder. O RH sabe quanto você ganha e que pode trazer gente mais barata…
28 julho, 2009 às 12:08 pm
[...] Se o Comitê não consegue frear esses problemas vamos continuar escravos desse ciclo? Quanto dinheiro de impostos não poderia ser movimentado para a criação de novos empregos ou trabalhos? Quantas instituições públicas não poderiam trabalhar pelo reaquecimento da economia em crise assim como você, empresário? [...]