O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você a fazer uma viagem com destino ao seu interior. Não existe lugar mais longínquo e insólito do que as zonas abissais da complexa mente humana, portanto vamos explorar o tema crise, de dentro para fora ao invés de fora para dentro. Vamos analisar esse problema como causa em detrimento de efeito.
Muitas coisas têm sido escritas sobre o assunto. Algumas vezes a crise é ameaça outras é oportunidade. Contudo, se nos atermos apenas aos fatos históricos, veremos que após o enfrentamento de grandes adversidades o homem sempre saiu fortalecido. Desta visão depreendem-se duas máximas que gostaria de compartilhar com você: “Depois da tempestade se faz a bonança” e “o que não mata o homem, o fortalece”. As duas frases nos encorajam a irmos em frente. Entretanto existe uma sutil, mas fundamental, diferença entre elas.
A primeira trata a adversidade como um evento exógeno, que potencializado pela alusão a uma ação da natureza, nos leva a uma posição passiva: Esperamos a tributação passar e na calmaria voltamos a remar. A segunda trata a adversidade como um evento endógeno, a colocando como motivação para uma batalha que é travada no campo da nossa mente, nos levando a uma posição ativa: Eu preciso vencer para sair fortalecido, morrer, não é uma opção para mim.
Podemos definir a CRISE como uma série de eventos em cadeia que promovem a ruptura de uma zona de conforto ou inovarmos na definição a partir da decomposição da própria palavra. Como uma sigla que significa: Controle de Risco Iminente Supra Empático, um evento definitivamente endógeno, com berço nos recônditos da essência humana, como um fantástico mecanismo de defesa, que além de preservar a espécie, a coloca no caminho para evoluir. A evolução respeita os princípios da seleção natural, onde os mais fortes superam os mais fracos, mas sem o caráter biológico proposto por Darwin e sim através do exercício da livre escolha, onde é o homem quem decide como ele deseja enfrentar as adversidades, se através de um posicionamento passivo ou ativo, contemplativo ou interveniente, apático ou empático.
A crise é o Calcanhar de Aquiles daqueles que a percebem como fator exógeno, uma ameaça e é a força propulsora da evolução para aqueles que a reconhecem como fraqueza e através de intrépidas investidas ao seu próprio interior, reinventam-se, transformam-se, adaptam-se e vencem.
6 Comentários para o artigo "CRISE: Fraqueza ou Ameaça?"
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5 maio, 2009 às 7:55 pm
CRISE: Fraqueza ou Ameaça?…
O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você…
5 maio, 2009 às 8:24 pm
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O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você…
5 maio, 2009 às 8:31 pm
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5 maio, 2009 às 8:58 pm
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O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você…
5 maio, 2009 às 9:08 pm
Formigas com Megafone » CRISE: Fraqueza ou Ameaça?…
O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você…
15 junho, 2009 às 3:35 pm
Realmente excelente exposição sobre a questão CRISE. Penso que, há uma sutil e necessária reflexão, o exógeno e o endógeno são confluentes e se revelam muitas vezes interdependentes. O conhecimento interno de nossa estrutura cognitiva, afetiva e por que não, espiritual diante de uma CRISE revelará caminhos possíveis, contudo, o externo visível aos olhos também interfere e demanda respostas constantemente em nossas vidas. Importante respeitar e superar ambos os aspectos porque “fora é dentro, dentro é fora”.