Formigas com Microfone
28 abril 2009

IRPF 2009: dicas de última hora

Na semana passada, a gente conversou sobre como fazer o seu Imposto de Renda esse ano. Faltam poucos dias para o fim do prazo em 30 de abril e se você ainda não entregou é melhor se apressar. Leia algumas dicas rápidas e que vão te ajudar a não errar em cima da hora:

- Não envie o documento após 1h da madrugada. O site da Receita entra em manutenção nesse horário até as 5h e você pode ter dificuldades com a efetivação da entrega online.

- Perdeu algum recibo importante? Envie logo sua declaração dentro do prazo e depois corrija o erro com a declaração retificadora. Assim, você foge da multa, que é de 1% ao mês sobre o imposto devido (limitado a 20% do imposto) ou o valor mínimo de R$165,74 mesmo que não haja imposto a recolher. Acredite, o seu bolso vai agradecer.

- Não consegue enviar pela internet? Grave em um disquete (o único meio oficial de entregar o modelo eletrônico fisicamente) e entregue em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Lembre-se que você precisa entregar durante o horário do expediente e até o dia 30.

- Não separe os centavos com pontos, mas com vírgulas. O sistema não considera o ponto e isso pode gerar uma grande confusão nos valores. Por exemplo, R$130,05 pode virar R$13.050,00! Já pensou?

- Mandou a declaração com um erro, mas só percebeu depois? Se ainda estiver dentro do prazo, envie a retificação antes que a Receita Federal notifique você. É garantia de menos dor de cabeça…

Formigas com Microfone
24 abril 2009

IR 2009: como fazer?

Declaração de imposto de Renda é quase como carnaval. Tem todo ano e a gente não sabe direito porque acontece e nem os porquês da sua data. A diferença é que ninguém fica muito feliz quando chega essa época. Porém, não tem jeito. Desde que anunciaram as alíquotas você já deveria estar pensando em como fazer o seu. Não lembrou? Sem problemas. A gente explica! Para começar, descubra se você é isento ou de quanto é a sua alíquota e a parcela a deduzir do Imposto de Renda 2009.

Já sabe onde você se encaixa? Pois bem, se você não tem direito a isenção, então vamos começar a nossa consulta. Segue um rápido resumo em cinco passos do que fazer e você ainda pode usar esta calculadora:

Passo 1: Selecione todos documentos. Ainda não sabe quais são? É só dar uma olhada aqui e lembrar que o mais importante é o comprovante de rendimentos.

Passo 2: Escolha qual ferramenta para declarar. A declaração pode ser feita em formulário de papel, por telefone ou pelo computador. Saiba mais sobre cada opção disponivel para envio.

Passo 3: Escolha entre a contribuição simplificada e a completa. Veja como cada uma funciona, mas já podemos avisar: a declaração completa só vale a pena se suas despesas dedutíveis forem superiores a R$12.194,86, que é a dedução máxima pelo modelo simplificado. Já a simplificada, segundo a Receita Federal, é indicada para quem prefere optar por uma dedução fixa de 20% dos seus rendimentos. Qual o melhor para você?

Preencha os formulários com cuidado. Esta é a parte mais difícil e que exige mais tempo. Dependendo do tipo da declaração escolhida, há muitos campos e informações solicitadas. Clique aqui para mais informações sobre a declaração completa e simplificada e tome cuidado com os erros mais frequentes.

Passo 4: Envie a declaração. É hora de gravar e enviar o documento para a Receita Federal. A declaração preenchida com a utilização do programa IRPF 2009 pode ser enviada via Internet ou entregue em disquete. Quem optar pelo formulário de papel deve enviá-lo nas agências e lojas franqueadas dos Correios. E não se esqueça de guardar o comprovante de envio.

Passo 5: Tire suas dúvidas com a gente nos comentários!

Formigas com Microfone
23 abril 2009

Executivo critica a “complicação tributária”!

Durante o Elo2009, evento da Neogrid, conversamos com Roni Silveira, presidente da Mobiltec, sobre a necessidade da Simplificação Tributária. Para ele, é indispensável que o Estado lute para não atrapalhar os negócios interestaduais e a formação de novos empregos. O executivo critica o que chama de “complicação tributária”.

Confira a entrevista:

Eduardo Bomfim Jr
15 abril 2009

CRISE: Fraqueza ou Ameaça?

O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você a fazer uma viagem com destino ao seu interior. Não existe lugar mais longínquo e insólito do que as zonas abissais da complexa mente humana, portanto vamos explorar o tema crise, de dentro para fora ao invés de fora para dentro. Vamos analisar esse problema como causa em detrimento de efeito.

Muitas coisas têm sido escritas sobre o assunto. Algumas vezes a crise é ameaça outras é oportunidade. Contudo, se nos atermos apenas aos fatos históricos, veremos que após o enfrentamento de grandes adversidades o homem sempre saiu fortalecido. Desta visão depreendem-se duas máximas que gostaria de compartilhar com você: “Depois da tempestade se faz a bonança” e “o que não mata o homem, o fortalece”. As duas frases nos encorajam a irmos em frente. Entretanto existe uma sutil, mas fundamental, diferença entre elas.

A primeira trata a adversidade como um evento exógeno, que potencializado pela alusão a uma ação da natureza, nos leva a uma posição passiva: Esperamos a tributação passar e na calmaria voltamos a remar. A segunda trata a adversidade como um evento endógeno, a colocando como motivação para uma batalha que é travada no campo da nossa mente, nos levando a uma posição ativa: Eu preciso vencer para sair fortalecido, morrer, não é uma opção para mim.

Podemos definir a CRISE como uma série de eventos em cadeia que promovem a ruptura de uma zona de conforto ou inovarmos na definição a partir da decomposição da própria palavra. Como uma sigla que significa: Controle de Risco Iminente Supra Empático, um evento definitivamente endógeno, com berço nos recônditos da essência humana, como um fantástico mecanismo de defesa, que além de preservar a espécie, a coloca no caminho para evoluir. A evolução respeita os princípios da seleção natural, onde os mais fortes superam os mais fracos, mas sem o caráter biológico proposto por Darwin e sim através do exercício da livre escolha, onde é o homem quem decide como ele deseja enfrentar as adversidades, se através de um posicionamento passivo ou ativo, contemplativo ou interveniente, apático ou empático.

A crise é o Calcanhar de Aquiles daqueles que a percebem como fator exógeno, uma ameaça e é a força propulsora da evolução para aqueles que a reconhecem como fraqueza e através de intrépidas investidas ao seu próprio interior, reinventam-se, transformam-se, adaptam-se e vencem.