Cada vez é mais difícil manter as crianças nas escolas. O nível de desemprego faz com que as famílias procurem escolas públicas para seus filhos e, ainda assim, aqueles que podem optar por uma escola particular enfrentam muitas dificuldades em poder comprar os materiais no início de cada ano.
Por outro lado, empresas gastam milhões de reais para atingir um público alvo para divulgar seus produtos em mídia adequada e segmento de mercado. O fato é que, de uma forma ou de outra, as empresas atingem seus objetivos e o seu mercado alvo. Somente dependem da escolha de uma mídia adequada. De maneira geral, os veículos utilizados significam altas somas por minuto de televisão, ou por publicações em periódicos que são jogados fora dentro de uma semana.
O que está limitando a visão para termos uma educação mais barata é a ortodoxia de que os livros escolares não podem ter conteúdo comercial.
Ora, por onde a criança passa é atingida por conteúdo comercial. Não é isto que irá influenciar na boa ou má educação da criança. O importante é que aprenda as lições de matemática, geografia, meio ambiente, etc.
Assim sendo, por que não oficializar que livros e cadernos escolares possam ter conteúdo comercial?
A exemplo do que já foi feito em Joinville, onde as empresas pagaram por uniformes escolares, dever-se-ia permitir que as editoras de livros vendessem conteúdo comercial nos livros escolares, desde que estes sejam distribuídos gratuitamente para escolas públicas e particulares.
Certamente, deveriam ser adotadas algumas estratégias complementares, como não permitir anúncios de produtos inadequados às crianças e limitar o número de páginas de conteúdo comercial em cada publicação.
Assim, as agências de propaganda passariam a contar com mais uma mídia para sugerir aos seus clientes. Poderiam ser feitos canetas, lápis, cadernos, livros e todo material escolar desde que distribuído gratuitamente. Ao contrário das demais mídias, que duram 30 segundos, ou uma semana, esta mídia dura o ano todo, e muitas vezes ainda fica para recordação ou para o irmão mais novo.
Por que não termos no material escolar conteúdo comercial tal como: “Nescau tem gosto de Festa”, “Coca- Cola é isso aí”? Por que não a Antarctica patrocinar o livro de matemática para o primeiro ano do segundo grau e a Nestlé patrocinar o livro de história do terceiro ano do segundo grau?
Fica aqui a sugestão aos nossos governantes para que façam um projeto de lei.
Simplificação tributária é um assunto que parece ser chato e complicado. O problema é que ignorá-lo dói no nosso bolso e prejudica o crescimento do Brasil.
Também não entendo quase nada sobre isso, mas sei bem da influência desse assunto na minha vida: afinal, não faltam mostras, seja com o reajuste que a mensalidade da minha faculdade sofre todo ano, seja nos centavos que se acumulam a cada extrato bancário.
Costumam dizer que a gente paga imposto até para respirar, tamanho é nosso desconhecimento em relação às taxas, impostos e tributos que pagamos. É tudo tão complexo que fica realmente difícil entender para onde nosso dinheiro vai. Quando vemos, já pagamos, e nem sabemos direito o quê.
O Projeto Brasil Forte sugere “uma simplificação tributária para o país, de maneira que todas as camadas da sociedade contribuam de forma mais equalizada e desfrutem dos benefícios da arrecadação de forma justa”. Pagamos de maneira mais consciente, usufruímos de modo mais justo. Bem melhor, não?
O idealizador do projeto, Miguel Abuhab, um homem que não pára nunca, quer ter, com o Brasil Forte, a oportunidade de “trabalhar por esta geração e pelas seguintes”. E nós, que nem cabelos brancos ainda temos, ficamos parados, esperando? Se o sonho também é nosso, como podemos ajudar a torná-lo realidade?
Conversei com o Seu Miguel e perguntei exatamente isso: o que nós, jovens, podemos fazer para melhorar o Brasil. A resposta vai bem além de simplesmente pagar todos os impostos e tributos…
Gustavo Jreige: Como os jovens podem contribuir para melhorar o Brasil?
Miguel Abuhab: Se conscientizando. A juventude precisa ser mais politizada, essa é a base de tudo. Nós reclamamos, mas todos podemos nos candidatar a cargos políticos e tentar mudar o sistema. E não o fazemos. Precisamos de renovação na nossa política, e nada melhor do que a força dos jovens para isso.
GJ: De que forma essa renovação começa?
MA: Com o jovem escolhendo uma causa para aderir e, depois, encontrando um partido que tenha uma proposta que ele se identifique, que consiga atender a sua causa. Se inscrevendo em um partido político compatível com seus princípios, no mínimo o jovem pode conhecer melhor as propostas e visão de outras pessoas, conseguindo enxergar além de seu mundo e ter novas idéias, ajudando a formular novas políticas. Hoje sofremos porque ninguém fez esse processo de renovação e verdadeiro comprometimento há 20 anos atrás.
GJ: E o que acontecerá se novamente não houver renovação?
MA: Nós estamos definindo nosso destino. Sem o interesse dos jovens por causas sociais e políticas, ficaremos nas mãos de alguns poucos políticos que têm liderança, mas que governam mais baseados em seus próprios conhecimentos, que podem ser limitados e não levar o país aos melhores resultados. Nós temos que conclamar a todos os jovens e estudantes que busquem um projeto para seguir, pois participar da vida política começa antes mesmo de votar: é na escolha das políticas e dos candidatos do partido que as maiores mudanças podem ocorrer. É preciso, portanto, se conscientizar, escolher um projeto para defender e um partido político para conseguir realizar tais mudanças, que podem, de fato, melhorar o Brasil.
Inspirador, não?
Você já pensou nisso? Em buscar uma causa para aderir? Reflita, olhe a sua volta.
Depois, aproveite e passe pelos sites dos partidos políticos para ler suas propostas, princípios e valores:
· DEM
· PDT
· PMDB
· PP
· PPS
· PSDB
· PT
Quem sabe você não se identifica com algum?
* Gustavo Jreige tem 20 anos, estuda Jornalismo e edita o blog Outros Olhos.

























