Sim, eles chegaram. Os políticos e as instituições públicas descobriram que o Twitter e as redes sociais existem. Reportagem do Estadão, fala dos novos congressistas twitteiros. Na verdade, não apenas membros do Congresso Nacional, mas também um governador, 14 senadores, 29 deputados federais e seis deputados estaduais, de acordo com o Politweets que lista os políticos brasileiros que usam a ferramenta (existem alguns erros, mas no geral a lista é bastante confiável).
E como isso afeta você?
Não facilite. Possibilidades de mídias sociais das mais antigas até as mais desconhecidas no País, quando são usadas por empresas, instituições ou pessoas públicas, funcionam sob dois princípios: transparência e relacionamento. E aí que nós aparecemos: cobrem que eles se expliquem mais, mas principalmente façam com que eles saibam o que nós pensamos e o que não estamos satisfeitos. Se você mora em São Paulo, por exemplo, pode, reclamar com @joseserra_ da poluição do Estado ou perguntar seu posicionamento sobre a complicação tributária que muitos prefeitos parecem apoiar ou não fazer nada para mudar. E o que ele está fazendo sobre isso?
E como não fazer?
Não se transforme em um stalker nem faça desse canal um palanque. O político não é obrigado a fazer debate fora do Horário Eleitoral ou discutir suas convicções políticas em 140 caracteres. Tentar transformar o diálogo em uma discussão sobre capitalismo X comunismo, petismo X pêessedêbismo ou casacas vermelhas X casacas azuis só vai tornar você menos relevante para aquele perfil. Use e abuse das informações e links. Publique em seu flog uma foto do buraco na sua rua, encurte o link pelo migre.me e envie ao político da sua região que estiver pelo twitter e pergunte: #comofas?
Seguem algumas dicas de como usar a ferramenta a seu favor e da sua região:
- Procure democratizar as cobranças entre os membros do Legislativo. Vereadores, deputados e senadores, independente do partido, devem saber o que está de errado. Claro, aqueles em quem você votou são os mais importantes para serem cobrados. Afinal, em quatro anos você não pode mudar de opinião ou eles não se elegem.
- Use e abuse de outras mídias sociais. Não precisa explicar em 140 caracteres porque o seu candidato deveria encorajar o uso de bicicletas. Simplesmente envie um link de um tópico em uma comunidade que discorra a respeito e peça para ele dizer o que acha. E não se esqueça de retornar ao tópico e avisar aos debatedores: “pessoal, avisei ao político X. Cobrem dele uma resposta também!”
- O mesmo vale para blogs e afins.
- Não é necessário só críticas. Elogie e faça sugestões ao seu político favorito. Afinal, eles também acertam. Mesmo que seja só de vez em quando
Não importa se a Comissão Parlamentar de Inquérito é ou não política. Precisamos dela. O motivo? Para começar, fortalecer o Tribunal de Contas da União como um órgão de padrão e também tornar o contribuinte mais forte. Afinal, se vivemos uma era de ouro e petróleo - mesmo com o preço do álcool inalterado para qualquer cidadão - é sinal de que hoje a principal empresa pública movimenta muito dinheiro.
E nós sabemos que isso demanda mais fiscalização e o olho do Estado e da sociedade nessas movimentações.
Entenda o caso: Alegando ter créditos de 2008, a Petrobras deixou de recolher R$ 3,9 bilhões em tributos neste ano. Deste total, R$ 1,8 bilhão seria relativo a mudanças cambiais. A Receita Federal contesta a ação da estatal.
Se qualquer cidadão tiver seus acertos com o Estado em problemas, será chamado. Dirigentes da Estatal argumentam que a CPI pode “paralizar” o trabalho porque convocaria seus dirigentes para depor. Porém, qualquer empresa, privada ou pública, não corre esses riscos? Em qualquer caso, outros cidadãos não têm o dever de comparecer e explicar suas contas?
A CPI será positiva para comprovar que a Petrobras não está de acordo com os interesses de um governo, mas em comum acordo com o objetivo do Estado. Precisamos dessa comissão para investigar as suspeitas e, desmentindo ou confirmando, comprovar que o nosso País se preocupa com o nosso dinheiro.
Na última semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) cruzou dados que confirmaram milhares de irregularidades na concessão dos benefícios do Bolsa-Família, maior programa do Governo Federal. De acordo com a investigação, existem milhares de irregularidades na concessão dos recursos usando o dinheiro dos impostos que você paga para que alguns poucos se beneficiem.
O Tribunal de Contas da União (TCU) flagrou milhares de irregularidades na concessão dos recursos do maior programa social do governo federal. O que isso significa? É dinheiro público que um grupo movidos pela ganância, não hesita em surrupiar. Vale lembrar que o Bolsa-Família tem como objetivo justamente enviar recursos para quem realmente necessita de socorro oficial. Ao invés do Estado cumprir sua obrigação de garantir o bem-estar de todo cidadão, ele ajuda a sustentar o luxo de uma minoria desonesta.
Quais são as lições desse episódio?
Embora esse tipo de comportamento seja de uma minoria entre os mais de 180 milhões de brasileiros, existem buracos na segurança que são inaceitáveis quando falamos de verba pública. Eu, você e todos os que pagamos impostos tentamos cuidar bem do nosso dinheiro. E isso significa ser rigoroso tanto na seleção dos beneficiados pelo programa quanto intensa fiscalização no dinheiro liberado. Não é razoável saber que famílias de empresários, donos de veículos internacionais e até mesmo pessoas mortas ganharam dinheiro com o programa.
Qual seria, depois da poupança, o próximo passo para guardar suas economias? É o que muita gente, principalmente das classes com renda mais baixa, se pergunta. Afinal, o rendimento às vezes desanima (em 2008, houve ganho real de apenas 1,89% com rentabilidade de 7,9% descontada a inflação do IPCA de 5,91%). Perguntar para o gerente do banco pode não ser a melhor forma de obter uma sugestão isenta. De praxe, o conselho é o CDB que, apesar de ser um investimento de risco reduzido, possui uma série de implicações nem sempre bem esclarecidas.
CDB significa Certificado de Depósito Bancário. É uma espécie de “empréstimo” que nós fazemos ao banco. Eles precisam de dinheiro para girar seus programas de empréstimos, financiamentos e até para manter seus altos limites para o cartão de crédito e cheque especial. Antes que você pague tais “créditos” ao banco, ele paga sua dívida na loja onde você comprou. Logo, ele precisa captar muito dinheiro.
Como todo empréstimo cobra juros na hora de pagar, quando você aplica no CDB, o juros que o banco paga para você vem na forma de rendimento da aplicação.
Diferente da poupança que, por lei, exige que ao menos 65% de todo o dinheiro captado pelo banco seja revertido para o empréstimo imobiliário, no CDB, o capital pode ser usado para financiar o que o banco quiser. Muito mais interessante para ele, certo?
Não é à toa que o CDB só tem aumentado em volume de aplicações, em detrimento da captação da poupança. Com a atual crise do crédito, na qual falta dinheiro às instituições para circular a grana, os bancos têm tentado de todas as formas aumentar sua captação nessa modalidade. Para isso, muitas instituições têm colocado nomes em seus CDBs mega parecidos com a palavra “poupança”. Não quero discutir o mérito ou legalidade disso, mas que confunde, confunde! Ainda mais quando não avisam que com a CDB a rentabilidade pode ficar até negativa - especialmente caso o aplicador precise de dinheiro antes da data prevista.
Bom, o mais triste é que muita gente - eu mesma quase caí nessa - acredita simplesmente que o CDB é garantia certa de rendimento maior que a poupança. Deveria ser. Mas a verdade é que, enquanto a poupança não tem qualquer dedução de imposto de renda, o rendimento do dinheiro colocado no CDB, na hora do saque, sofre desconto do IR. Aquela famosa alíquota regressiva: 15% depois de 2 anos com o dinheiro investido; 17,5% entre 1 e 2 anos e 20% entre 6 meses e 1 ano! Com menos de seis meses aplicado, o desconto é de 22,5%, muito grande quando se pensa que a ideia é deixar o dinheiro ali para crescer. E, apesar de o CDB prometer rendimentos maiores que o da poupança – conhecida como a aplicação mais conservadora e menos rentável – no fim das contas, o investidor pode ter uma baita decepção.
Na poupança, o maior “risco” é a perda do poder de compra no loooongo prazo, caso aumente a inflação. Mas a liberdade de começar a poupar com qualquer quantia e de sacar o dinheiro quando quiser é uma facilidade sem igual, principalmente para aqueles que não têm certeza de como vão pagar as contas amanhã. O pior que pode acontecer é ele não obter nenhum rendimento, mas apenas no caso dele querer sacar o dinheiro antes da aplicação completar 30 dias.
Você deve ter ouvido falar bastante do rendimento da poupança nos últimos tempos. Ela está em xeque. Sabe por quê? As recentes reduções na taxa Selic, bem como a queda na bolsa causada pela crise, têm feito com que muitos fundos de investimento que aplicam em títulos públicos e/ou ações tenham uma queda brusca no rendimento. Já o rendimento da poupança, que é de 6%, protegido por lei e livre de qualquer imposto, permanece inalterado e, por incrível que pareça, surgiu como uma alternativa melhor que muitos outros investimentos.
É claro que essa questão já chamou a atenção dos chefões do Brasil. A tendência é que a Selic continue caindo, pelo menos até o final do ano, como forma de reduzir a estagnação econômica causada pela crise.
Então, o governo tem estudado alterações no rendimento da poupança, atrelando-o à Selic ou diminuindo - até mesmo eliminando - a Taxa Referencial (uma porcentagenzinha acrescentada ao 0,5% garantido por lei no rendimento diário da poupança).
As últimas notícias sobre essas “negociações político-econômicas” dão conta de que a poupança pode ser alterada de forma que renda sempre 65% da Selic . O número, porém, ainda não está fechado e o governo está prometendo que o pequeno poupador não será lesado. Devemos acompanhar o andamento das negociações sobre a mudança. Infelizmente, estou aguardando com grande pessimismo pela decisão.
Enquanto nada muda, a poupança ainda é interessante para uma determinada parcela da população - não a todos, claro! Isso não é uma campanha contra o CDB. Pelo contrário. Este é um investimento interessante, principalmente se o investidor conseguir negociar com o gerente uma taxa de rendimento ainda maior (a porcentagem do CDI que renderá no seu CDB). Mas fica o alerta para que os interessados façam as contas. Afinal, taxa daqui e taxa dali fazem, sim, a diferença - nem sempre positiva.
Resumindo, se a intenção é comprar uma geladeira no fim do ano e evitar o carnê das Casas Bahia, não tem nada melhor que a poupança. Não tem opção mais adequada para esse público. E não há nada de errado nisso, mesmo que a poupança renda pouco. Afinal, os brasileiros precisam começar a aprender a investir para o longo prazo de verdade, para a aposentadoria, garantindo, assim, um futuro melhor. No curto/médio prazo, não dá para fantasiar muito.
Evelin Ribeiro é jornalista formada pela Universidade Metodista de SP e mantém o blog Papo Economico para ajudar as pessoas que ganham pouco a lidar melhor com o dinheiro.
“A Crise não quebra a empresa, fluxo de caixa é que quebra empresa”, essas palavras deram o tom da abertura que Luiza Helena Trajano, presidente da Magazine Luiza , fez durante a Elo 2009, evento da Neogrid. A executiva fez questão de enumerar diversos outros cenários catastróficos para a economia mundial desde a Crise de 29 até os dias de hoje e lembrar que o mundo sempre superou esses momentos difíceis. “Nós não podemos deixar de enfrentar a crise. Temos que encarar de frente”.
Para a empresária, o grande motivo de problemas econômicos nas empresas é “pensar pobre, agir rico e ficar devendo pra todo mundo”. Luiza acredita que é indispensável seriedade nas contas e mais compromisso com o futuro. Após mostrar uma carta que escreveu para o filho, ela deu um conselho ao público na educação econômica das novas gerações:
- Habituar os filhos de que dinheiro é muito sagrado, mas que eles podem sonhar. Ensine a eles a terem uma missão, valores e lutar por tudo isso.
Confira parte da fala da empresária no vídeo abaixo:
Na semana passada, a gente conversou sobre como fazer o seu Imposto de Renda esse ano. Faltam poucos dias para o fim do prazo em 30 de abril e se você ainda não entregou é melhor se apressar. Leia algumas dicas rápidas e que vão te ajudar a não errar em cima da hora:
- Não envie o documento após 1h da madrugada. O site da Receita entra em manutenção nesse horário até as 5h e você pode ter dificuldades com a efetivação da entrega online.
- Perdeu algum recibo importante? Envie logo sua declaração dentro do prazo e depois corrija o erro com a declaração retificadora. Assim, você foge da multa, que é de 1% ao mês sobre o imposto devido (limitado a 20% do imposto) ou o valor mínimo de R$165,74 mesmo que não haja imposto a recolher. Acredite, o seu bolso vai agradecer.
- Não consegue enviar pela internet? Grave em um disquete (o único meio oficial de entregar o modelo eletrônico fisicamente) e entregue em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Lembre-se que você precisa entregar durante o horário do expediente e até o dia 30.
- Não separe os centavos com pontos, mas com vírgulas. O sistema não considera o ponto e isso pode gerar uma grande confusão nos valores. Por exemplo, R$130,05 pode virar R$13.050,00! Já pensou?
- Mandou a declaração com um erro, mas só percebeu depois? Se ainda estiver dentro do prazo, envie a retificação antes que a Receita Federal notifique você. É garantia de menos dor de cabeça…
Declaração de imposto de Renda é quase como carnaval. Tem todo ano e a gente não sabe direito porque acontece e nem os porquês da sua data. A diferença é que ninguém fica muito feliz quando chega essa época. Porém, não tem jeito. Desde que anunciaram as alíquotas você já deveria estar pensando em como fazer o seu. Não lembrou? Sem problemas. A gente explica! Para começar, descubra se você é isento ou de quanto é a sua alíquota e a parcela a deduzir do Imposto de Renda 2009.
Já sabe onde você se encaixa? Pois bem, se você não tem direito a isenção, então vamos começar a nossa consulta. Segue um rápido resumo em cinco passos do que fazer e você ainda pode usar esta calculadora:
Passo 1: Selecione todos documentos. Ainda não sabe quais são? É só dar uma olhada aqui e lembrar que o mais importante é o comprovante de rendimentos.
Passo 2: Escolha qual ferramenta para declarar. A declaração pode ser feita em formulário de papel, por telefone ou pelo computador. Saiba mais sobre cada opção disponivel para envio.
Passo 3: Escolha entre a contribuição simplificada e a completa. Veja como cada uma funciona, mas já podemos avisar: a declaração completa só vale a pena se suas despesas dedutíveis forem superiores a R$12.194,86, que é a dedução máxima pelo modelo simplificado. Já a simplificada, segundo a Receita Federal, é indicada para quem prefere optar por uma dedução fixa de 20% dos seus rendimentos. Qual o melhor para você?
Preencha os formulários com cuidado. Esta é a parte mais difícil e que exige mais tempo. Dependendo do tipo da declaração escolhida, há muitos campos e informações solicitadas. Clique aqui para mais informações sobre a declaração completa e simplificada e tome cuidado com os erros mais frequentes.
Passo 4: Envie a declaração. É hora de gravar e enviar o documento para a Receita Federal. A declaração preenchida com a utilização do programa IRPF 2009 pode ser enviada via Internet ou entregue em disquete. Quem optar pelo formulário de papel deve enviá-lo nas agências e lojas franqueadas dos Correios. E não se esqueça de guardar o comprovante de envio.
Passo 5: Tire suas dúvidas com a gente nos comentários!
Durante o Elo2009, evento da Neogrid, conversamos com Roni Silveira, presidente da Mobiltec, sobre a necessidade da Simplificação Tributária. Para ele, é indispensável que o Estado lute para não atrapalhar os negócios interestaduais e a formação de novos empregos. O executivo critica o que chama de “complicação tributária”.
Confira a entrevista:
O mundo experimenta uma irreversível relação onde tudo e todos estão ou estarão ligados em razão das novidades tecnológicas que propiciaram a globalização. Porém, em meio a toda esta teia de relacionamentos globais, gostaria de convidar você a fazer uma viagem com destino ao seu interior. Não existe lugar mais longínquo e insólito do que as zonas abissais da complexa mente humana, portanto vamos explorar o tema crise, de dentro para fora ao invés de fora para dentro. Vamos analisar esse problema como causa em detrimento de efeito.
Muitas coisas têm sido escritas sobre o assunto. Algumas vezes a crise é ameaça outras é oportunidade. Contudo, se nos atermos apenas aos fatos históricos, veremos que após o enfrentamento de grandes adversidades o homem sempre saiu fortalecido. Desta visão depreendem-se duas máximas que gostaria de compartilhar com você: “Depois da tempestade se faz a bonança” e “o que não mata o homem, o fortalece”. As duas frases nos encorajam a irmos em frente. Entretanto existe uma sutil, mas fundamental, diferença entre elas.
A primeira trata a adversidade como um evento exógeno, que potencializado pela alusão a uma ação da natureza, nos leva a uma posição passiva: Esperamos a tributação passar e na calmaria voltamos a remar. A segunda trata a adversidade como um evento endógeno, a colocando como motivação para uma batalha que é travada no campo da nossa mente, nos levando a uma posição ativa: Eu preciso vencer para sair fortalecido, morrer, não é uma opção para mim.
Podemos definir a CRISE como uma série de eventos em cadeia que promovem a ruptura de uma zona de conforto ou inovarmos na definição a partir da decomposição da própria palavra. Como uma sigla que significa: Controle de Risco Iminente Supra Empático, um evento definitivamente endógeno, com berço nos recônditos da essência humana, como um fantástico mecanismo de defesa, que além de preservar a espécie, a coloca no caminho para evoluir. A evolução respeita os princípios da seleção natural, onde os mais fortes superam os mais fracos, mas sem o caráter biológico proposto por Darwin e sim através do exercício da livre escolha, onde é o homem quem decide como ele deseja enfrentar as adversidades, se através de um posicionamento passivo ou ativo, contemplativo ou interveniente, apático ou empático.
A crise é o Calcanhar de Aquiles daqueles que a percebem como fator exógeno, uma ameaça e é a força propulsora da evolução para aqueles que a reconhecem como fraqueza e através de intrépidas investidas ao seu próprio interior, reinventam-se, transformam-se, adaptam-se e vencem.
Será que já virou clichê falar na crise econômica? Pode ser. Entretanto, podemos tentar outras direções e abordar outros aspectos e caminhos do que fazer nessas dificuldades. O primeiro passo de qualquer gestor é cortar custos e, usualmente, boa parte dos patrões olham com carinho duvidoso para alguns funcionários nesses momentos. E nem adianta se esconder. O RH sabe quanto você ganha e que pode trazer gente mais barata para a mesma função.
Será?
O custo de uma demissão no Brasil é o quarto maior do planeta (atrás apenas de Serra Leoa, Laos e Guatemala). Essas dificuldades se tornam proporcionais à abertura de novas vagas. O gestor hesita antes de contratar pois sabe dos custos que terá por reduzir seu quadro. Pesquisas do Dieese confirmam que empresários paulistas preferem investir em horas extras antes de selecionarem mais funcionários. A atividade econômica poderia estar melhor.
Todas as vezes em que gestores pensam em demissão, usam a matemática como único critério. “Eu pago 2X para fulano fazer isso, demito fulano e contrato cicrano por X e terei uma economia de 50% para a mesma função!” Certo, mas será que o tempo que o “cicrano” vai demorar para cumprir a função com a mesma eficiência não vai custar mais do que essa aparente economia? Se o seu profissional trabalha com relacionamento, você pode perder uma valiosa rede de contatos que ele levará consigo. Sem contar a possibilidade de preocupar o resto de sua equipe. Afinal, quem demite um pode demitir dois. E se algum funcionário sair por receber outra proposta que parece mais estável do que a sua?
Não apenas grandes corporações, mas também pequenas empresas podem fugir do risco e buscar as explicações necessárias para enfrentar esses dilemas. Lembre-se que quanto menor a sua empresa, mais rápido virá a demanda por um novo profissional. Empresários devem colocar no papel os custos com a rescisão contratual de um empregado já que os encargos são altos, especialmente em um momento como esse. Existem soluções mais úteis para a empresa - e para a economia - e que não custam tanto.
Em vez da demissão, é possível optar por férias em rodízio, ser mais exigente com contas e pagamentos e até mesmo renegociar prazos e contratos. Evite vendas a prazo para não ser prejudicado pela inadimplência, pois o crédito está mais caro. Vale lembrar que você não deve usar o crédito pessoal para pagar dívidas da empresa de forma alguma. Se for indispensável, busque linhas de crédito voltadas para pequenas empresas. Bancos públicos são uma boa opção, mas a melhor de todas é pesquisar, analisar e trabalhar. Perder uma parte de sua equipe só vai deixar você mais sozinho e com menos caminhos a seguir para sair da crise.
Você não quer isso, quer?

























